Na Terapia do Esquema, os terapeutas ajudam os pacientes a identificar padrões repetitivos de pensamentos, reações emocionais e comportamentos que causam sofrimento significativo e dificuldades nas relações pessoais. Esses padrões, chamados de Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs), se formam na infância ou adolescência e influenciam como a pessoa percebe a si mesma e os outros. Muitas vezes, esses esquemas aparecem em frases recorrentes que o paciente diz durante as sessões. A seguir, mostramos como terapeuta e paciente podem reconhecer e trabalhar esses esquemas.

Como Identificar Esquemas a Partir de Frases Recorrentes
Muitas vezes, os esquemas se manifestam em pensamentos automáticos e crenças profundas. O terapeuta pode observar frases ditas repetidamente pelo paciente para identificar quais esquemas estão em funcionamento. Aqui estão alguns exemplos dessas expressões e de possibilidades de intervenções:
“Eu sou bom o suficiente.” “Eu deveria fazer mais e melhor.”
- Esquema: Fracasso, Padrões Elevados Inflexíveis.
- Trabalho terapêutico: Explorar a origem dessa crença, estimular a autocompaixão e propor experiências que desafiem a ideia de fracasso. Pequenos sucessos são reconhecidos para reformular a percepção de si mesmo.
“As pessoas sempre me abandonam.” “Não posso contar com os outros”.
- Esquema: Fracasso, Padrões Elevados Inflexíveis
- Trabalho terapêutico: Explorar a origem dessa crença, estimular a autocompaixão e propor experiências que desafiem a ideia de fracasso. Pequenos sucessos são reconhecidos para reformular a percepção de si mesmo.
“As pessoas sempre me abandonam.” “Não posso contar com os outros”.
- Esquema: Abandono/Instabilidade
- Trabalho terapêutico: Explorar experiências passadas de abandono, ajudar o paciente a perceber padrões emocionais e trabalhar na construção de relacionamentos seguros e estáveis.
“Eu tenho que agradar todo mundo.””Não posso ir contra minha pais, família e/ou religião.”
- Esquema: Subjugacão, Busca de Aprovação
- Trabalho terapêutico: Ajudar o paciente a praticar assertividade e estabelecer limites, fortalecendo a ideia de que suas necessidades também importam.
“Se eu mostrar minhas emoções, as pessoas vão me rejeitar.””Coisas ruins podem acontecer a qualquer momento”.
- Esquema: Defectividade/Vergonha, Vulnerabilidade
- Trabalho terapêutico: Exploração da autenticidade emocional, criação de espaço seguro na terapia para expressão emocional e experimentos de interação gradual.
“Os outros não me entendem, não se importam comigo”. “Nada do que eu faço importa.”
- Esquema: Privacão Emocional, Fracasso
- Trabalho terapêutico: Validação emocional, reforço de pequenas conquistas e trabalho com emoções reprimidas.
“As pessoas tem sempre segundas intenções.” “Eu não posso depender de ninguém.”
- Esquema: Desconfiança/Abuso, Autossacrifício
- Trabalho terapêutico: Construção de confiança progressiva em relações saudáveis e reformulação de crenças sobre vulnerabilidade.
“Se eu não for perfeito, ninguém vai me valorizar.””Tenho que fazer tudo certo.”
- Esquema: Padrões Elevados Inflexíveis, Busca de Aprovação
- Trabalho terapêutico: Ensinar sobre a aceitação de falhas como parte do crescimento e reduzir a autocrítica excessiva.
“Se eu errar, tudo vai desmoronar.”
- Esquema: Vulnerabilidade ao Dano e Perigo
- Trabalho terapêutico: Testes de realidade para desafiar pensamentos catastróficos e uso de técnicas de regulação emocional.
“Eu consigo fazer o que não gosto.” “Eu aceito um não como resposta.”
- Esquema: Autocontrole/Autodisciplina Insuficiente,
- Trabalho terapêutico: Exercícios de exposição gradual ao desconforto focalizando em valores significativos para o paciente, levando a uma capacidade de tolerância à frustração.
“Eu me sinto vazio por dentro.””Eu não me encaixo.”
- Esquema: Emaranhamento, Isolamento Social
- Trabalho terapêutico: Exploração das emoções reprimidas, fortalecimento do senso de identidade e valorização do indivíduo a partir de experiências emocionais reparentalizadoras. Busca de rede de apoio e de conexões autênticas.
Conclusão

Identificar esquemas por meio de frases recorrentes ajuda terapeuta e paciente a compreender padrões disfuncionais e traçar um plano terapêutico eficaz. Ao trabalhar esses esquemas com técnicas como experimentos comportamentais, reestruturação cognitiva e desenvolvimento de novos padrões emocionais, é possível promover mudanças significativas na vida do paciente.
O objetivo é criar uma relação terapêutica segura que possibilite a cura e o desenvolvimento de novos padrões de pensamento e comportamento mais saudáveis.





