Texto escrito por Fernanda Pereira Dos Santos, Graduanda em Psicologia.

Vivemos em uma sociedade onde focamos muito no “Hedonismo “viver para garantir o prazer pessoal. Tudo muda o tempo todo com uma frequência muito rápida. Estamos desfrutando de vivências aceleradas descontínuas. Há um surto de individualismo e cada vez mais focamos no nosso prazer individual, seja ele na vida acadêmica, no trabalho, na vida amorosa em nossas amizades ou na busca em ter uma vida na qual achamos ser a ideal.

O tempo todo nos enchemos de afazeres, buscando a perfeição em todas as tarefas que são exigidas na vida de cada indivíduo. Antigamente, muitas pessoas tinham uma base familiar onde podiam compartilhar, seus sonhos, tarefas, vida financeira, profissional dentre outras. Hoje esse tipo de vida se tornou raro com a mudança social. Nos deparamos na maioria das vezes não tendo com quem compartilhar as demandas. As liberdades de escolhas se tornaram tão grandes virando um tipo de coação.

Desde a infância o indivíduo é treinado para desenvolver um grau bastante elevado de autocontrole e dependência pessoal, porém com a modernidade e o campo virtual o capitalismo do consumo vem nos consumindo lentamente e sem percebermos estamos exigindo de nós mesmo a perfeição de uma vida leve, que de leve só se tem o nome

Essa ideia de leveza é contraditória, uma vez que para obter essa leveza precisamos na maioria das vezes nos sacrificar. Precisamos de um celular bom para tirar as melhores fotos da viagem, precisamos da melhor Tv para assistir filmes, precisamos de roupas da moda para estarmos sempre bem naquela foto que iremos postar na rede social, precisamos viajar uma vez ao ano, precisamos estar nos melhores restaurantes, e sempre com aquele sorriso esbelto no rosto. Isso é o que na maioria das vezes o consumo do capitalismo nos exige.

O que as pessoas cobram de si mesmas hoje em dia é, muitas vezes impossível de fazer. Querem resistir aos olhares críticos dos vizinhos e colegas e ao mesmo tempo, satisfazer as expectativas do chefe, do parceiro, dos filhos e talvez dos pais. E não é de qualquer jeito, mas de modo tão perfeito quanto nos filmes de Hollywood. Na maioria das vezes essa demanda gera um grau de ansiedade, junto de sofrimento psíquico. Cada vez mais o estresse vem fazendo parte da vida do ser humano gerando um grau de ansiedade preocupante. A ansiedade é uma reação natural e necessária ao corpo quando em excesso, traz consequências comprometedoras para a vida do indivíduo. Neste caso ela passa de natural a transtorno. O transtorno de ansiedade caracteriza-se por um conjunto de sinais e sintomas somáticos e psicológicos que interferem no funcionamento cognitivo e comportamental. A partir da terapia cognitiva comportamental pode-se dar início a um tratamento com enfoque na psicoeducação como recurso importante no processo psicoterapêutico sendo o pontapé inicial nesse processo. Seja você mesmo seu maior incentivo, procure ajuda quando a carga estiver pesada.

 


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Referências

  1. CHRISTINA BERNDT. RESILIENCIA: O Segredo da Força Psíquica, 2018.
  2. KARLA SARAIVA ALFREDO VEIGA- NETO. Modernidade líquida, capitalismo cognitivo e educação contemporânea, agosto de 2009.

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